BEM-VINDOS

Obrigado pela sua chegada; não se esqueça que é de AMOR AGAPIANO* que essencialmento poeto, também erótico quando a propósito de algumas circunstâncias episódicas nas mais diversas proporções. Como estou avança(n)do no tempo, não se escandalize, porque o que é preciso erradicar do Mundo é o preconceito secular, topo onde está preponderantemente a regressão da Humanidade neste percurso da condição humana, nem sempre adequada ao futurecer* do Homem, albergado corporalmente neste Planeta, sem saber com precisão, na generalidade, onde está a sua/nossa Alma. [ Obs. os astericos* assinalam dois neologismos da nossa Língua, já interiorizados pelos estetas mais poéticos e mais actualizados do espaço ciberliterário, que me lêem assiduamente. ]

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Terça-feira, 31 de Janeiro de 2012

Sábado, 28 de Janeiro de 2012

O BEIJO DO CÉU

O BEIJO DO CÉU

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

AO POETA

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012


AO POETA
Daniel Cristal

No teu projeto de vida há muito amor
por isso nunca desistas: um bom poeta
é bem mais forte que a morte; dá fulgor
ao ânimo da resistência em cada meta

Pode ser a resistência amargosa
trazer grandes dissabores a quem resiste
mas na roseira há sempre uma rosa
que contraria o espinho porque é triste

A rosa surge no mar, também na ria
no sal que cristalizou nas nossas veias
haja escuridão na noite ou quando é dia

Mas o espinho é a verdade só a meias
porque a paixão é mais forte do que a morte
e a Poesia é a terapia de suporte.

2012. Portugal

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012


(Pintura de MATISSE, Polinesia, The Sky)
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MENTRE C'E VITA
Daniel Cristal

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Sì, Vita, ma non sempre una speranza di danza
Perchè questa, ansiosi, sogniamo giorno e sera
Danza di mani, inclini, di fede, in abbondanza
Nella ruota di gioia al suono di un' armonia leggera.
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Speriamo per lei, lui entrambi in quest' invito
Senza speranza certa che questa sera venga
Poichè giorno si fa, presto, senza tutto il rito
Esser figlio di Dio senz'aver nessun c' accolga.
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Certo, mentre c'è vita, muoiono i più grandi
Zii e persone care, degli amici i più allegri
Muoiono le illusioni e gli animali amandi.
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Però, morte tutte le illusioni, eternamente
Cercheremo ancora altri miraggi, altri sogni,
Invocando speranza: questa danza, eternamente.
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«Enquanto hà vida» di Daniel Cristal - adattamento di Chiara Sinopoli

http://www.youtube.com/watch?v=6aKVG6qm1QE

Sábado, 7 de Janeiro de 2012

ENQUANTO HÁ VIDA

                                                                    (Desenho de Picasso)
ENQUANTO HÁ VIDA

Enquanto há vida, nem sempre há  a esperança da dança
Essa por que sonhamos ansiosos noite e dia
A dança das mãos dadas perfumadas de confiança
Na roda da alegria  ao som do acordeão em sintonia

Esperamos por ela ou por ele, ou por ambos nesse dia
Sem a esperança segura que venha esta noite
Pois que logo já se faz dia sem toda a harmonia
Que é ser filho de Deus sem ter ninguém que nos acoite

Pois é, enquanto há vida  morrem os avós e pais,
Tios e entes queridos, e o amigo mais risonho,
Morrem as ilusões, e até animais sempre leais 

.
Porém, depois de  morta qualquer ilusão, enfim
Vamos em busca doutra miragem ou doutro sonho
Invocando a esperança nesta dança sem ter fim.

Daniel Cristal
2012. Portugal

Visite os meus vídeos no YouTube:  
http://www.youtube.com/my_videos?feature=mhee

Domingo, 1 de Janeiro de 2012

Viva o Ano Novo !


Vai ser um ano em cheio para o nutrido,
pró impostor, vigário e o esperto,
o político mestre no desvio,
o grande figurão com tacho certo.


Vai ser um ano fácil na pilhagem,
um ano com a guerra imperativa,
um ano em que a miséria é sacanagem,
um ano, afinal, clamando "Viva!".


Pela melhor sondagem, pela crença,
seremos as criaturas mais felizes
com eterno direito a uma tença...


Viva o Ano-Novo, Viva a Família,
Viva a Pátria e o nosso Presidente!
Só não sente a dif 'rença quem não sente!

Sexta-feira, 30 de Dezembro de 2011

MUDANÇA DE ANO

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Damos uma trégua benfazeja ao nosso ímpeto durante esta semana em que se comemoram dois renascimentos. Refreamos os nossos impulsos mais básicos de glória efémera ou de miséria envergonhada. A esses momentos em que tanto nos podemos sentir os mais ditosos dos humanos, como as mais infelizes criaturas aqui geradas. Refreamos na paz mais silenciosa e neutra, os nossos impulsos mais básicos de glória e miséria. Refreamos, pois vamos sentir-nos melhor! E não nos esqueçamos que há um espaço límbico que a todos nos espera. Aí seremos a Verdade. Sem excepções. Sem nada, na redução ao minúsculo neutrino de energia que nos cabe, e sempre nos coube e caberá, por desígnio divino, sejamos felizes, na alegria e na graça de assistirmos à passagem de mais um ano, na companhia dos entes que nos são mais queridos, em presença ou na ausência, não esquecendo a parte da Humanidade mais sofredora, que nos sorri envergonhada do que é, sem ter culpa verdadeiramente de o ser, dado que nós é que nos deveríamos envergonhar de ser como somos: omissos, alheios, alienados.


Por um futuro melhor, seja o próximo ano outro, diferente, melhor. Um ano futurecido! 
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Sábado, 24 de Dezembro de 2011

Ah, Por um Novo Natal !


Há um momento em que toda a luz é pura
e em que o vento é lento e tudo brilha
em que somos o pólen da criatura
prestes a fecundar o estigma duma ilha

É o momento em que os pólos se atraem
em que só esperamos a aleluia
duma nova criação - momento em que saem
crianças à nossa roda de alegria

Parece aquele instante da vigília 
em que a dormir brincamos com os anjos
e sonhamos acordados sem quezília...

Quando assim estamos somos os arcanjos
a transformar o mundo em nova criação
com a Alma do Homem no coração!

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

De Trem Até Belém



Também sim vou nesse trem
vamos assim até Belém
feliz de mim de ti também
Feliz o trem tange tlim-tlim
vamos tão bem até ao fim
convido alguém e a ti também
Tange tlimtlim apita o trem
vem o menino e sua mãe
vamos enfim até Belém
Lindo trem tange tlim-tlim
E diz amém ao benjamim
É pra Belém até ao fim
Ri o menino e ri o trem
vai na bolina como ninguém
tange tlim-tim até Belém
A mãe ri e eu também
o benjamim sorri até Belém
ri o trem e eu também

Ri o menino e diz tlim-tlim
e lá no fim sai esse alguém
e sai a mãe e eu também.