Respiro o odor do morno vento
Vindo do mar que traz o cheiro a sal
E quando pára, outro odor provém
Da relva com o pólen da giesta
Sentes o que sinto? Este odor
Que cambia ao meio-dia e a noite inspira
Poesia pia no que é humano, sem o dano
De sofrer calafrios do insano
Será que vives o que eu vivo intenso
Na voragem do verso escrito lento
Ao som da harmonia doutra margem?
Ou somos diferentes e eu não sou
O mesmo que tu és, e julgo ser
Uma chaga do mundo que sarou.
Daniel Cristal
Portugal, 2011-04-09

2 comentários:
Querido Poeta!
Sempre venho descansar nas tuas palavras. Poesia verdadeira encontro aqui!
Viver é aceitar cada minuto como um milagre que não poderá ser repetido.
Feliz Natal e um Feliz Ano Novo, repleto de realizações.
Beijos
BOM SABÊ-LO GUIMEL
MUITO ME HONRA COM AS SUAS PALAVRAS
FESTAS FELIZES PARA SI E TODOS OS SEUS
DC
Enviar um comentário