BEM-VINDOS

Obrigado pela sua chegada; não se esqueça que é de AMOR AGAPIANO* que essencialmento poeto, também erótico quando a propósito de algumas circunstâncias episódicas nas mais diversas proporções. Como estou avança(n)do no tempo, não se escandalize, porque o que é preciso erradicar do Mundo é o preconceito secular, topo onde está preponderantemente a regressão da Humanidade neste percurso da condição humana, nem sempre adequada ao futurecer* do Homem, albergado corporalmente neste Planeta, sem saber com precisão, na generalidade, onde está a sua/nossa Alma. [ Obs. os astericos* assinalam dois neologismos da nossa Língua, já interiorizados pelos estetas mais poéticos e mais actualizados do espaço ciberliterário, que me lêem assiduamente. ]

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Sábado, 7 de Janeiro de 2012

ENQUANTO HÁ VIDA

                                                                    (Desenho de Picasso)
ENQUANTO HÁ VIDA

Enquanto há vida, nem sempre há  a esperança da dança
Essa por que sonhamos ansiosos noite e dia
A dança das mãos dadas perfumadas de confiança
Na roda da alegria  ao som do acordeão em sintonia

Esperamos por ela ou por ele, ou por ambos nesse dia
Sem a esperança segura que venha esta noite
Pois que logo já se faz dia sem toda a harmonia
Que é ser filho de Deus sem ter ninguém que nos acoite

Pois é, enquanto há vida  morrem os avós e pais,
Tios e entes queridos, e o amigo mais risonho,
Morrem as ilusões, e até animais sempre leais 

.
Porém, depois de  morta qualquer ilusão, enfim
Vamos em busca doutra miragem ou doutro sonho
Invocando a esperança nesta dança sem ter fim.

Daniel Cristal
2012. Portugal

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